Sou Flamengo, sou do bem

26 de Julho de 2010 @ 09:27 por Andrei Bastos

ANDREI BASTOS

Assassinos existem em todo lugar. De Doca Street e Michel Frank aos matadores de Dorothy Stang ou Celso Daniel, sem esquecer o jornalista Pimenta Neves, o noticiário sempre esteve coberto de sangue, em casos mais ou menos macabros. Claro que podemos estabelecer uma gradação no horror dos crimes, assim como podemos alcançar com entendimento muitas das circunstâncias e implicações deles.

É por isso que é uma bobagem dizer que o enriquecimento rápido de pessoas pobres e sem estudo, atletas ou ganhadores de loterias, as predispõem para o crime, por estarem despreparadas para a fortuna e para o poder que dela resulta. Se fosse assim, seriam incontáveis os “Jason” e “Hannibal Lecter” a nos aterrorizar.

Da mesma forma, também é descabido jogar a responsabilidade pela formação de atletas como cidadãos, com valores éticos elevados, para as agremiações esportivas. Seria o mesmo que obrigar a Caixa a acoplar cursos de ética e cidadania aos prêmios que distribui a ganhadores humildes dos seus jogos.

O problema é muito maior do que tentam mostrar as análises apressadas dos trágicos acontecimentos envolvendo o goleiro Bruno. Assassinatos à parte, o que se espera é que o Estado, antes de qualquer instituição que nele se abriga, proporcione à sociedade os valores e princípios para o exercício de uma cidadania plena, honrada e com respeito aos direitos humanos.

Se nossa sociedade faz vista grossa para tantos crimes, aceita que seus governantes justifiquem más condutas dizendo que sempre foi assim, mais do que quaisquer outros afirmando a idéia equivocada de que tudo podem, como podemos aceitar que só os despreparados pela pobreza pensam assim quando enriquecem?

Sem dúvida, é necessário que tais pessoas tenham orientação sobre como viver a vida de rico, antes de tudo para não jogarem dinheiro fora ou serem passadas para trás e rapidamente voltarem a ser pobres. Absurdo é dizer que a orientação será para afastá-las da prepotência e do crime.

Se existe espaço para assassinos realizarem seus intuitos, sentindo-se acima da lei, é porque existe uma percepção coletiva de impunidade. E esta percepção foi construída em toda uma história de desvios de dinheiro público sem punição, de subornos de guardas de trânsito, de carteiradas bem-sucedidas, de torturadores da ditadura impunes, de superfaturamento de obras públicas etc. etc. etc.

Assim como eu, que nem sou ligado em futebol e gosto do Flamengo pelo seu apelo popular, muitos flamenguistas ficaram constrangidos com os fatos que nos horrorizaram. Assim como eu, que tenho filhos e netos flamenguistas, para quem será difícil separar o joio do trigo, a nação rubro-negra precisa mostrar a cara e dizer que é do bem.

Tal postura não atende apenas à necessidade de defender a imagem do clube, que ficou arranhada. Ela serve, principalmente, para combater o preconceito e a discriminação contra os pobres, escondidas nas palavras bem escolhidas de alguns donos da verdade.

O melhor jogador do mundo é autista

18 de Julho de 2010 @ 16:41 por Andrei Bastos

Messi A - Messi A

Nem Cruijff nem Ronaldinho. E nem Maradona. Para os adeptos do Barça a oitava maravilha é Messi. Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.

É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo. É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de “La Pulga”. E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.

E por muito talento que tivesse para jogar a bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?

(Saiba mais)

Orgulho rubro-negro

15 de Julho de 2010 @ 13:06 por Andrei Bastos

O Globo, Opinião, 15/07/2010:

Orgulho rubro-negro

SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA

Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!

Mais de 35 milhões de pessoas cantam com orgulho nosso hino. O Flamengo é uma nação, que nasceu dentro de outra. E, como toda nação, escreve a sua história, com grandezas e fragilidades, tem os seus heróis e seus vilões, mártires e traidores.

O Flamengo democratiza porque não distingue classes, irmana homens e mulheres, ricos e pobres, negros e brancos, doutores e iletrados. Ele sai às ruas, não se fecha em sedes, sobe os morros, cruza fronteiras, vence o tempo e as distâncias, a todos os seus filhos aproxima, no sentimento de uma só paixão.

Em 15 de novembro de 1895, quando foi fundado o Flamengo, algo mágico ocorreu, um destes inexplicáveis momentos que constroem a eternidade, que rompem a simples cronologia do tempo, e que são a centelha de energia que faz e que escreve a história das nações.

Espraiou-se pelo país a mística rubro-negra, como uma epidemia às avessas, uma epidemia do bem, com a contaminação do orgulho de ser Flamengo.

Ser Flamengo é um determinismo biológico. Nós nascemos rubro-negros, crescemos rubro-negros e morremos rubro-negros. Ele é sonho que se sonha nas arquibancadas e nos palácios, é remanso e corredeira, realidade e utopia, o ontem e o amanhã, porque para nós, rubro-negros, ele é tudo. O Flamengo não se explica, nem se define. Apenas se sente, como são sentidas as paixões. Ele não se oferece a nós, nós é que nos oferecemos a ele. Não nos cobra a vida, nós é que lhe doamos o corpo e a alma.

O lamentável episódio que envolve o goleiro Bruno atinge, como não poderia deixar de ser, o Flamengo, mas deve ser compreendido em suas reais e jurídicas dimensões. Não se pode condenar o Brasil porque tivemos um Calabar, nem a Alemanha pelo que fez Hitler. Judas não tornou desprezível toda a raça humana.

Bruno, seja o que tenha feito, e apesar das glórias e títulos que nos ajudou a conquistar, não é o Flamengo, e não age em seu nome. O Flamengo também é Zico, Júnior, Zizinho, Andrade e Rondinelli. É ainda César Cielo, Patrícia Amorim (natação), Oscar Schmidt, Marcelinho (basquete), Buck (remo), Diego e Daniele Hypólito (ginástica olímpica), e tantos outros que construiram sua grandeza, conquistando títulos nacionais e internacionais.

São milhões de torcedores, que comemoram com orgulho as vitórias e sofrem estoicamente as derrotas. As inúmeras piadas, perversas e de mau gosto, que circulam pela internet, não atingem apenas o Flamengo, que está muito acima delas, mas desrespeitam muito mais a dor dos que amavam a vítima e amesquinham quem as cria ou as transmite na censurável comemoração do macabro e da desgraça.

O Flamengo sofre e sangra com a vítima, não brinca com o crime, não absolve os culpados, mas não pode ser com eles condenado. Bruno, ou quem quer que seja, jamais conseguirá matar o Flamengo!

SYLVIO CAPANEMA DE SOUZA é presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo.

Vote 23456 - Georgette Vidor para Deputada Estadual

6 de Julho de 2010 @ 13:37 por Andrei Bastos

GV   Logomarca A - GV   Logomarca A

GEORGETTE VIDOR quer:

1 - Fiscalizar preparativos dos Jogos Rio 2016.
2 - Trabalhar pela criação de centros esportivos no estado.
3 - Promover a inclusão social pelo esporte.
4 - Contribuir para a inclusão da pessoa com deficiência e defender seus direitos.
5 - Cobrar e promover a acessibilidade nas cidades.
6 - Apoiar a pesquisa com células-tronco.

***

“Pela sua história de trabalho e superação, Georgette Vidor sempre serviu de exemplo e inspiração para quem quer melhorar o nosso estado do Rio.”
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira
(Presidente da Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro)

“Georgette Vidor construiu uma trajetória de vida vitoriosa, respaldada pelo trabalho sério e pela persistência. Posso afirmar que seu nome representa muito bem a força e a competência da mulher brasileira. Além disso, o mais importante, ela é acima de tudo rubro-negra!!!”
Patricia Amorim
(Presidente do Flamengo)

“É fácil confiar em Georgette Vidor, uma mulher que persegue seus objetivos com honestidade e comprometimento.”
Diego Hypólito
(Bicampeão mundial de Ginástica)

“Georgette Vidor é um exemplo de vida pela sua determinação. Uma mulher com garra, que superou tantas dificuldades como treinadora. Ela nos ensina a cada dia, com sua trajetória irreparável, que vale a pena vencer barreiras quando acreditamos na nossa capacidade.”
Alexandre Accioly
(Empresário)

“Georgette é uma mulher guerreira, que me mostrou que os obstáculos são vencidos com luta e visando a realização dos nossos sonhos.”
Daniele Hypólito
(Ginasta da Seleção Brasileira, 3 Olimpíadas, primeira medalha mundial para o Brasil, treinou 9 anos com Georgette Vidor)

“O esporte necessita de representatividade política. Georgette Vidor tem uma experiência muito rica, pois vivenciou as dificuldades como treinadora em duas situações diferentes durante sua brilhante trajetória. Tenho certeza de que, como deputada estadual, sua determinação vai continuar a defender os interesses da sociedade do nosso estado, na promoção do esporte em todos os níveis.”
Bernard Rajzman
(Ex-atleta da Seleção Brasileira de Voleibol e atual membro do COB - Comitê Olímpico Brasileiro)

“Mulher, esportista e profissional de Educação Física - três motivos bastante significativos para Georgette Vidor merecer seu voto.”
Luisa Parente
(Ex-ginasta, 2 Olimpíadas, medalhista de ouro panamericana, treinada por Georgette Vidor)

“Eu voto em Georgette Vidor porque conheço suas intenções e objetivos.”
Stella Torreão
(Empresária)

“Georgette Vidor é fundamental na formação e desenvolvimento de atletas em nosso país! Ela é força, orgulho e exemplo a ser seguido! É líder no ginásio, no esporte e no Legislativo.”
Marcus Vinicius Freire
(Medalhista olímpico no volei em 1984; Superintendente do COB - Comitê Olímpico Brasileiro)

Gilmar Mendes suspende Ficha Limpa

2 de Julho de 2010 @ 11:58 por Andrei Bastos

Consultor Jurídico, 01/07/2010:

Ministro suspende aplicação da Lei da Ficha Limpa

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, suspendeu a aplicação da Lei da Ficha Limpa para o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). O ministro concedeu efeito suspensivo a um Recurso Extraordinário do parlamentar para derrubar de imediato a decisão do Tribunal de Justiça do Piauí, que o condenou por conduta lesiva ao patrimônio público.

Com a decisão desta quinta-feira (1º/7) do ministro Gilmar Mendes, ficam suspensos os efeitos da condenação imposta ao senador para efeitos da Lei Complementar 135 até que a 2ª Turma do Supremo conclua o julgamento do Recurso Extraordinário interposto pelo político. Assim, não podem ser impostas a ele as condições de inelegibilidade previstas na nova legislação.

Segundo Gilmar Mendes, não será possível a continuidade do julgamento do recurso pela 2ª Turma ainda neste semestre. A última sessão ocorreu em 29 de junho e o período de férias forenses tem início nesta sexta-feira (2/7).

Gilmar Mendes observou que “a urgência da pretensão cautelar parece evidente, ante a proximidade do término do prazo para o registro das candidaturas”. Ele determinou que “o presente recurso seja imediatamente processado com efeito suspensivo, ficando sobrestados os efeitos do acórdão recorrido”, concluiu.

O recurso começou a ser julgado na 2ª Turma do STF em novembro do ano passado, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Cezar Peluso.

A chamada Lei da Ficha Limpa disciplinou o artigo 14 da Constituição Federal, instituindo a condenação judicial por órgão colegiado como nova causa de inelegibilidade. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral firmou posição no sentido de que a LC 135/2010 tem aplicação imediata, ou seja, vale para as eleições gerais deste ano.

Diante disso, a defesa do senador recorreu ao Supremo. Pediu a concessão do efeito suspensivo ao recurso em decorrência da urgência do caso, uma vez que o semestre judiciário termina antes do prazo final para o registro das candidaturas, no próximo dia 5.

Pedido de suspensão

Outro político que tenta anular os efeitos da Lei da Ficha Limpa no STF é o ex-deputado estadual do Espírito Santo, José Carlos Gratz, que teve o mandato cassado. Ele ataca o entendimento do TSE sobre a validade da medida para este ano.

No pedido de liminar, o ex-deputado requer tanto a sustação de todas as consultas que envolvam a lei complementar no TSE quanto a garantia de que ele poderá participar das convenções partidárias e ter aceito o seu registro de candidatura.

Na ação Gratz, conta que responde a mais de duzentas ações civis e penais públicas – segundo ele frutos de uma “campanha de demonização” contra ele e de “santificação de Hartung” (Paulo, governador do ES).

O ex-deputado também contesta o tratamento da matéria por lei complementar e a ausência de votação, na Câmara, da emenda do Senado que restringiu os efeitos da lei às condenações posteriores à sua publicação.

Para Gratz, o TSE feriu a força vinculante do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 144, quando o Supremo estabeleceu que, em respeito ao princípio constitucional da presunção da inocência, somente condenações definitivas podem gerar inelegibilidade de candidatos. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

Leia aqui a íntegra da decisão de Gilmar Mendes.

Célula-tronco faz rato voltar a andar

29 de Junho de 2010 @ 08:24 por Andrei Bastos

O Globo, 29/06/2010:

Terapia com célula-tronco faz rato paralisado voltar a andar

Um grupo de cientistas da UFRJ conseguiu fazer com que ratos paraplégicos voltassem a andar com uma terapia de células-tronco.

(Saiba mais)

Clique aqui e conheça o site do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.

Ciência e perfeição

27 de Junho de 2010 @ 13:08 por Andrei Bastos

ANDREI BASTOS

Meu aniversário de 59 anos está chegando e lembrei que, pelos meus cálculos, também estou perto de atingir a perfeição. Esta lembrança e a leitura da notícia da cura da cegueira com células-tronco me fizeram reviver uma tarde de verão escaldante, há mais ou menos três anos, quando fui almoçar com meu amigo do trabalho Fernando, quase saltando do prédio refrigerado do escritório até a praça de alimentação igualmente refrigerada.

Depois de fugirmos aos pulos do calor insuportável da rua, começamos a derreter o ar condicionado que recebíamos esperando a desocupação de uma mesa. Finalmente sentados, em meio à barulheira dos talheres confundida com a falação intensa das pessoas, nos enganamos sorridentes achando que seríamos atendidos logo.

Irritado com a demora da garçonete, que em muitas idas e vindas passava por nossa mesa sem ao menos nos olhar, Fernando ameaçou ir embora. Foi então que refleti sobre a esperança de melhores dias com os avanços científicos e minha trajetória de vida até aquela tarde e segurei meu companheiro pelo braço.

Pedindo paciência, disse que era mesmo um absurdo o que acontecia e que absurdo maior era a necessidade que a gente tinha de comer, o quanto isso era primitivo e nós éramos máquinas precárias, com menos autonomia do que muitas das que construíamos. Falei sobre nossa desagradável ida àquele lugar, interrompendo o trabalho e enfrentando mudanças bruscas de temperatura, sobre o péssimo atendimento, e também que, quando fôssemos servidos, comeríamos muito e depressa por causa da ansiedade e da demora, ficando empanzinados e mal humorados, prejudicados para retomar as tarefas do dia.

Mas, continuando o que já era quase um discurso, disse que a certeza que tinha de que estava no caminho da perfeição me tranquilizava. Diante do olhar indagador de Fernando, contei que conhecera um monge que se tornou meu exemplo de vida. Ele não dormia e não comia, vivendo em meditação. Falei do meu espanto ao chegar um dia no templo e encontrá-lo, em posição de lótus, a pelo menos um metro e meio do chão! Meu colega, a essa altura de olhos arregalados, demonstrou incredulidade, mas, desarmado pela minha convicção, continuou a me ouvir.

Prossegui, dizendo que não estava longe do meu objetivo de ser igual ao monge, que minha vida apresentava um ritmo bem definido nessa direção. Afinal, continuei com ar de confissão, aos vinte anos, depois de vários heróis morrerem de overdose e de eu ter ouvido num começo de noite, com a vinheta do jornal das sete ao fundo, todos os sons e conversas de todos os apartamentos de todos os prédios diante da janela em que viajava de LSD, resolvi tomar um ácido para decidir parar com as drogas. Aos trinta, depois de capotar de carro duas vezes por causa do alcoolismo, parei de beber. Aos quarenta, continuei diante do olhar espantado de Fernando, olhei para os três maços de cigarro que fumava diariamente e resolvi presentear minha secretária com eles e, finalmente, agora provocando gargalhadas no meu amigo, depois de muita luxúria, aos cinquenta anos descobri os prazeres do espírito e parei de trepar. Quem disser que trepou comigo depois, pode ter certeza de que viveu a mais completa fantasia.

A essa altura, já na penúltima garfada, concluí que para fechar minha trajetória, aos sessenta anos, só me falta parar de comer e passar a viver de luz, não voltando mais ao trabalho de barriga cheia, sonolento – o que eu e Fernando, ainda distantes da perfeição, acabamos fazendo naquela tarde suarenta e carente de conquistas científicas.

Células-tronco curam cegueira

24 de Junho de 2010 @ 08:44 por Andrei Bastos

G1, 23/06/2010:

Cientistas comprovam eficácia do transplante de células-tronco no olho
77% das pessoas com visão prejudicada por queimaduras se recuperaram. Tratamento usou células de olhos dos próprios pacientes.

Do G1, em São Paulo

Pesquisadores da Universidade de Modena, na Itália, comprovaram a eficácia do implante de células-tronco para tratar cegueira causada por queimaduras nos olhos.

Eles usaram a técnica em 112 pessoas que tinham o problema e conseguiram recuperar totalmente a visão de 82 (76,6,%) deles, enquanto em 14 (13,1%) a visão foi parcialmente restabelecida.

A técnica, já utilizada há mais de uma década, consiste em cultivar células-tronco do próprio paciente e colocá-las entre a córnea e a esclera (parte opaca do olho) em uma região chamada limbo. Como a maior parte dos pacientes tinha ferimentos em apenas um olho, as células puderam ser retiradas do outro.

O limbo é a fonte natural de células-tronco para a recuperação diária da córnea, mas elas costumam desaparecer em casos de queimadura, impedindo a regeneração do olho e causando cegueira parcial ou total.

Após o enxerto das células, a maior parte dos pacientes da Itália teve esperar entre 12 e 24 meses e passar por cirurgias na córnea para recuperá-la. A pesquisa, realizada com pacientes que passaram pelo procedimento entre 1998 e 2007, foi publicada no periódico científico “The New England Journal of Medicine”.

***

Saiba mais:

Análise: Stevens Rehen comenta receita segura para criar célula-tronco

Clara Palavra 05-06/2010

22 de Junho de 2010 @ 16:06 por Andrei Bastos

Clara Palavra 050610 - Clara Palavra 050610

Clique aqui para arquivo PDF do jornal.

Clique aqui para visitar o site da Casa de Francisco de Assis.

Oportunidades para pessoas com deficiência

22 de Junho de 2010 @ 13:10 por Andrei Bastos

Soluções Sustentáveis é uma assessoria especializada no processo de formação profissional, contratação e retenção de profissionais com deficiência, nos quadros funcionais das empresas em todo o Brasil, conforme a legislação em vigor.

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