Vida em Movimento

19 de Novembro de 2009 @ 22:11 por Andrei Bastos

Série “Vida em Movimento”

Reapresentação – de 30 de novembro a 5 de dezembro de 2009, às 8h

Com o objetivo de comemorar o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado dia 3 de dezembro, a TV Cultura reprisa 6 programas da série “Vida em Movimento”, dada sua excelente repercussão.

A programação da TV Cultura é retransmitida por muitas emissoras, em todo o País, às vezes em horários diferentes. Fique atento.

Os programas mostram atividades físicas, educação, trabalho, esportes adaptados, recreação, acessibilidade e tecnologias assistivas, sempre do ponto de vista da inclusão. Os professores encontrarão recursos pedagógicos e alternativas práticas para a inclusão da criança e do jovem com deficiência na escola e em outros ambientes da sociedade. Muitos vídeos mostram a prática de esportes, atividades físicas, jogos e brincadeiras por crianças e jovens com vários tipos de deficiência. O objetivo é capacitar educadores de todas as áreas e em especial os professores de Educação Física, para que recebam esses alunos em suas aulas, com tranqüilidade e segurança, possibilitando o exercício da inclusão e não da “dispensa da aula”.

Os programas são apresentados por Dudu Braga, filho do cantor Roberto Carlos e que tem deficiência visual.

O “âncora” dos vídeos é Willian Coelho, o Billy, um jovem cadeirante muito comunicativo.

Os programas “Vida em Movimento” são adaptados de série de vídeos com o mesmo nome, produzidos pelo Departamento Nacional do SESI (Serviço Social da Indústria) e CNI (Confederação Nacional da Indústria) e realizados em parceria com o Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, responsável pela concepção e coordenação de conteúdo.

Cada programa, que ocupará 30 minutos na grade da TV Cultura, contará com janela de Libras (língua brasileira de sinais) e com um recurso ainda pouco conhecido no país, a audiodescrição - em que um locutor narra detalhes das cenas que não têm narração ou diálogos.

Os programas interessam a todos os telespectadores, e não apenas aqueles com deficiências. Segundo Gabriel Prioli, Coordenador de Conteúdo e Qualidade da Fundação Padre Anchieta, “Todos devem ser informados de que a atividade física é possível e recomendável para pessoas com deficiência, sempre de forma inclusiva, seja nas aulas de Educação Física, seja nos esportes adaptados. O processo de inclusão veio para ficar. É exatamente isso que queremos mostrar aos nossos telespectadores”, disse.

O programa Vida em Movimento, parceria da TV Cultura com o SESI, contou também com o apoio da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que deu orientações sobre aspectos do conteúdo e da linguagem utilizada em cada edição.

Geraldão virou nome de rua

19 de Novembro de 2009 @ 22:00 por Andrei Bastos

Por: Assessoria do parlamentar

Por iniciativa do vereador Stepan Nercessian (PPS), no último dia 14 de novembro, o líder operário Geraldo Rodrigues dos Santos, conhecido com Geraldão, deu nome a uma rua no bairro do Anil, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que passou a se chamar Rua Geraldo Rodrigues dos Santos.

A solenidade de descerramento da placa contou com a presença do secretário-geral do PPS, Rubens Bueno, representando a direção nacional do PPS, do presidente do PPS-RJ, deputado estadual Comte Bittencourt, do procurador da Alerj, Marcello Cerqueira, além dos dirigentes Givaldo Siqueira, Roberto Percinoto, Armando Sampaio, Professor Lincoln Penna, José Raymundo, Terezinha Pessoa, Luiz Antonio Martins (Gato), Sérgio Moraes, Zelda Torres, Chico Aguiar, os filhos Vanderlei, Vanderli, a viúva Vicentina dos Santos (Vivi), além de outros familiares. Destacou-se também a presença dos sindicalistas Eliseu, 90 anos, e Jair Simões, 98 anos.

Após a cerimônia a data foi comemorada com feijoada e música no Retiro dos Artistas.

Perfil

Geraldo Rodrigues dos Santos, o Geraldão, nasceu em São José do Rio Pardo (SP), em 1/7/1923. Ainda criança foi viver em Santos, onde ainda jovem tornou-se portuário, destacando-se nas décadas de 40/50/60 como líder do movimento operário.

No início da década de 40 ingressou nas fileiras do Partido Comunista Brasileiro (PCB), onde rapidamente transformou-se em dirigente local, estadual e nacional.

Em 1962, foi candidato a deputado federal pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo o candidato mais votado em São Paulo com 42000 votos, porém foi impedido de tomar posse por ser comunista.

Em 1964, para fugir da perseguição da ditadura passou a viver na cidade do Rio de Janeiro e a partir de 1970 dirigiu o Partido Comunista Brasileiro no antigo Estado da Guanabara, permanecendo à frente do mesmo até 1980.

Por sua atitude coerente e combativa na luta contra a ditadura e em defesa do PCB, Geraldão recebeu várias homenagens, entre as quais, destacam-se o título de Cidadão Carioca e a Medalha Pedro Ernesto na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, o título de Cidadão Fluminense e a Medalha Tiradentes.

Em janeiro de 1992, Geraldão participou do X Congresso do PCB que produziu várias reformulações políticas e a sigla passou a ser denominada PPS – Partido Popular Socialista.

“Geraldão dedicou sua vida a luta pela democracia e pelas causas da igualdade social. Foi uma perda inestimável de um camarada fiel”, destacou Stepan.

Grande incentivador do mandato do vereador Stepan Nercessian, Geraldão integrou o gabinete do parlamentar em seu primeiro mandato. Após lutar seis meses contra um câncer, faleceu no dia 30 de novembro de 2006.

Lula, o filme sem acessibilidade

19 de Novembro de 2009 @ 06:46 por Andrei Bastos

Blog da Audiodescrição, 18/11/2009:

“Lula, o filme” - Falta de Acessibilidade Causa Constrangimento na Abertura do Festival de Cinema de Brasília

O início da sessão foi marcado pela reclamação de representantes do governo do Distrito Federal pelas restrições da produtora do filme. O diretor Fábio Barreto não permitiu que o filme fosse liberado antes para a inclusão de legendas para os deficientes auditivos nem adaptado com a audiodescrição para os cegos.

(Saiba mais)

Comunicações, Desenvolvimento e Convergência de Mídias

19 de Novembro de 2009 @ 06:03 por Andrei Bastos

Comunicações e Desenvolvimento em Tempos de Convergência de Mídias

23, 24 e 25 de novembro, no BNDES, Rio de Janeiro

Favorecer um profundo debate sobre a indústria da comunicação é o principal objetivo deste seminário, promovido pelo Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, nos dias 23, 24 e 25 de novembro. Durante os três dias de evento, especialistas nacionais e estrangeiros irão tratar de temas como o controle e a reconfiguração sócio-produtiva do setor e suas consequências para o Brasil e para toda a América do Sul.

No contexto da globalização, as empresas que operam no mercado de informação serão desnacionalizadas ou será possível a implementação de políticas públicas que as defendam e as fortaleçam? As comunicações devem atender a quem? Não seria a hora de democratizar e universalizar? Estes e outros questionamentos estão na ordem do dia, em função da aproximação da Iª Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada no próximo mês, em Brasília.

O Seminário Internacional Comunicações e Desenvolvimento em Tempos de Convergências de Mídia tem como público alvo economistas,estudantes, professores, ativistas sociais e profissionais do campo dacomunicação.

Coordenação: Professor Marcos Dantas (UFRJ)
Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento
Auditório Reginaldo Treiger – BNDES - Av. República do Chile, 100, Centro, Rio de Janeiro.

Inscrição obrigatória:
seminario@centrocelsofurtado.org.br
Envie: Nome, instituição, telefone e e-mail.
Telefones: +55 (21) 2172-6313/ 2172-6312

PROGRAMAÇÃO

Dia 23/11 - 17h
Conferência de abertura.

Dia 24/11 - 9h30 - 13h00
Painel “Comunicações e desenvolvimento: velhos desafios, novas circunstâncias”
Coordenação: Rosa Freire d´Aguiar Furtado
Em 2010, o “Relatório McBride”completa 30 anos. O documento marcou o centro de um debate sobre as relações entre as comunicações e o desenvolvimento dos países da periferia capitalista. No entanto, a partir do final do século XX, este como tantos outros temas foram ofuscados pela onda “globalista”, deixando de ser polemizados nos termos da divisão internacional de poder e de trabalho que caracteriza as relações internacionais, inclusive nas comunicações. Este painel terá como objetivo resgatar esse debate e buscar indicar os desafios teóricos e políticos para a sua atualização.
Painelistas convidados: Juan Diaz Bordenave (Paraguai), Gaëtan Tremblay (Université du Quebec, Canadá), Marcos Dantas (UFRJ, Brasil).

14h30 - 18h00
Painel “Movimentos políticos e sociais na América do Sul”
Coordenação: a definir
Em boa parte da América do Sul, estão sendo redefinidas política e legalmente, as regras de operação dos meios de comunicação, visando compromete-los com os objetivos de desenvolvimento social e nacional de nossos países. Esse painel terá por objetivo discutir os sucessos alcançados e as dificuldades encontradas por essas políticas.
Painelistas convidados: Susana Sel (Argentina), Daniel Hernandez (Venezuela), Denis de Moraes (UFF, Brasil).

Dia 25/11 - 9h30 - 13h00
Painel “Cenário das comunicações brasileiras pela ótica dos negócios”
Coordenação: Fabio Erber
No Brasil,o segmento empresarial está envolvido em forte polêmica que tem a convergência por pano de fundo, e se expressa nos debates sobre o projeto de lei nº 29 (PL-29) ou sobre as regras mesmas de organização da I Confecom. Conhecer e discutir as posições dos diversos segmentos, bem como tentar entende-laS no cenário político-econômico atual será o objetivo desse painel.
Painelistas convidados: Evandro Guimarães (Rede Globo e Abert), César Bolaño (UFS), Cesar Rômulo Silveira Neto (Telebrasil), Prof. Marcio Wohlers (IPEA).

14h30-18h00
“Cenário das comunicações brasileiras pela ótica social”
A emergência de novos movimentos sociais, para além da clássica dicotomia “capital/trabalho”, e a forte presença no debate político dos trabalhadores em geral e dos trabalhadores em comunicação, particularmente, redesenham a agenda de discussão. Por um lado, entra na lista de reivindicações, a universalização da banda larga e políticas públicas de “inclusão digital”. Por outro, sustentam-se teses herdeiras de um passado não resolvido sobre a “democratização das comunicações” em termos de uma nova regulamentação para a radiodifusão ou “controle social da mídia”. Os debatedores deverão apresentar as suas distintas expectativas sobre o futuro democrático e público das comunicações brasileiras.
Painelistas convidados: Adilson Cabral (UFF, Brasil), Orlando Guilhon (ARPUB), Gustavo Gindre (Ancine), Oona Castro (Intervozes).

Direitos Humanos na AL e Operação Condor

19 de Novembro de 2009 @ 05:45 por Andrei Bastos

SEMINÁRIO DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA LATINA E OPERAÇÃO CONDOR

Dia: 26 de novembro de 2009
Horário: 18h30m
Local: Plenário Evandro Lins e Silva, OAB/RJ
Palestrante: Martin Almada

Patrocinadores:
- Casa da América Latina
- OAB/RJ
- Associação de Juízes para a Democracia
- Sindipetro/RJ
- Centro de Estudo Antonio Carlos de Carvalho

Currículo do palestrante:
- Jurista paraguaio
- Premiado pela ONU
- Preso político pela ditadura Strossner
- Descobridor da documentação secreta da Operação Condor de todas as ditaduras da América Latina

Estamos no mesmo barco

15 de Novembro de 2009 @ 18:00 por Andrei Bastos

ANDREI BASTOS

O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro (Comdef-Rio) promoveu uma reunião aberta para debater a educação inclusiva carioca. Com a casa cheia, os anfitriões lamentaram a ausência de representantes do Executivo convidados na mesa, que precisou ser recomposta às pressas, de improviso.

Ainda mantendo a temperatura alta das justificadas preocupações maternais de quem não quer ver seus filhos prejudicados por canetadas insensíveis à sua luta insana e cotidiana para educá-los, a reunião começou sem o foco necessário na Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) 04/2009, motivo de toda a celeuma, e, como ocorreu na audiência da Câmara dos Vereadores, também se desperdiçou o tempo e a energia do público, que outra vez perdeu a oportunidade de participar de uma discussão mais objetiva e construtiva.

Finalmente, quando o calor das emoções deu uma aliviada, foram apresentadas as poucas críticas ao documento do CNE. A mais importante, talvez a única procedente, aponta para a ausência do financiamento de matrícula exclusiva no Atendimento Educacional Especializado (AEE) no Parágrafo único do Art. 8°, necessário para os casos representados pelas mães presentes à reunião.

Em outras palavras, embora a Resolução do CNE determine o atendimento educacional especializado de forma adequada para a maioria das pessoas que necessitam dele, não podemos fechar os olhos à realidade, tanto das crianças ou adultos com as chamadas deficiências intelectuais com alto grau de comprometimento que estavam representados pelas suas mães, que eram maioria na reunião e prestaram depoimentos pungentes, como de casos mais graves ainda, acrescidos de mazelas sociais, que sabemos existir não muito longe de nossas casas e que não têm menos direitos, mesmo sendo minoria no cômputo geral.

O que a aflição das mães mobilizadas para lutar por uma educação adequada para seus filhos não pode provocar é a renúncia à educação inclusiva e a perda de uma perspectiva geral, que situa corretamente as exceções que elas representam, registradas no Censo 2000 do IBGE com o número de 2.844.937 pessoas com deficiência intelectual, ali ainda denominada “mental”, no total de 34.580.722 ocorrências de deficiências no país, número superior aos 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, já que muitas declararam possuir mais de uma deficiência.

Se ainda considerarmos que entre estes menos de três milhões de brasileiros, apontados pelo IBGE como “deficientes mentais”, a maioria não tem comprometimento que impeça matrícula em classe comum, a exceção fica mais exceção ainda, embora isto não signifique que mereça menos atenção ou tenha menos direito.

Precisamos acabar imediatamente com a idéia de que existem campos opostos nessa discussão da educação inclusiva, carioca ou não, assim como com a de que é preciso contemporizar antagonismos, que só existem na cabeça de quem acredita ganhar alguma coisa com isso, seja voto ou simples projeção política no segmento. Estamos no mesmo barco e só é preciso colocar os pingos nos is, o que certamente a mobilização dessas mães, nos fóruns que aconteceram e nos que virão, será suficiente para fazê-lo, sem precisar recorrer às ações judiciais propostas na ocasião.

***

Leia também:

Regra e exceção

Que inclusão é essa?

PCD no Brasil

Resolução CNE/CEB nº 04/2009

Nosso Povo - IBGE

Enem: paralisado cerebral usa computador

14 de Novembro de 2009 @ 20:31 por Andrei Bastos

G1, 13/11/2009:

Guilherme A - Guilherme A
Na tela do computador, Guilherme pede: ‘Quero fazer o Enem com o meu lápis que é o PC’ (Foto: Arquivo pessoal)

MEC autoriza jovem com paralisia cerebral a usar computador no Enem
Aos 17 anos, ele conclui o ensino médio e já fez ensino técnico. Ministério Público chegou a entrar com ação contra o Inep.

Fernanda Calgaro Do G1, em São Paulo

Guilherme Finotti poderá usar computador no Enem

Depois de seis meses de muita insistência, um jovem com paralisia cerebral conseguiu autorização do Ministério da Educação (MEC) para usar um computador adaptado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Apesar da sua restrição motora, a capacidade cognitiva de Guilherme Finotti não foi afetada. Aos 17 anos, ele vai concluir o ensino médio regular neste mês e já terminou em julho o ensino técnico em informática. No entanto, para se comunicar, o computador é imprescindível. “Até eu, que sou mãe, muitas vezes não entendo o que ele fala. Então, peço para ele escrever”, conta a dona de casa Eunice Marili Finotti, 43 anos.

Por causa da deficiência, ele não consegue abrir totalmente a mão. Para usar o computador, ele depende de teclado e mouse especiais. Sobre o teclado normal, uma peça reta de acrílico transparente com furos é presa. Com uma caneta ou lápis, ele alcança as teclas e consegue digitar. No lugar do mouse, há um equipamento com botões grandes alinhados em série, que ele aperta para se movimentar na tela do computador.

Destaque entre os seus colegas na escola, Guilherme também desenvolve trabalhos de iniciação científica como bolsista numa instituição de ensino superior de Novo Hamburgo (RS), onde mora com o pai e a mãe. O seu primeiro projeto, que consistia num software para ajudar na alfabetização de crianças com paralisia cerebral, recebeu o prêmio de destaque no 4º Salão UFRGS Jovem 2009. Guilherme ainda foi medalha de prata na VII Olimpíada Brasileira de Astronomia.

Com a nota do Enem, o objetivo dele é conseguir uma bolsa de estudos do Programa Universidade para todos (ProUni) para cursar sistemas de internet numa instituição particular.

“Sem o Enem, as chances de ele cursar a faculdade acabariam ali. A mensalidade do curso é de mais de R$ 1.000, quase a renda mensal do meu marido, que trabalha como manobrista. Não teríamos condições de pagar. Hoje, ele já estuda com bolsa na rede particular”, diz Eunice.

Luta

Segundo a mãe, a luta para conseguir a autorização do computador adaptado começou em maio, antes mesmo da abertura das inscrições para o Enem. “Entrei em contato com o município e o estado, mas me disseram que teria de ser direto com o Ministério da Educação. Fiz inúmeras ligações para o Inep, mas recebi um retorno de que não seria possível atender a minha solicitação.”

A esperança dela foi renovada com o vazamento do exame, que aconteceria em outubro e precisou ser remarcado para dezembro. “Fui atrás da imprensa. Consegui o contato de um deputado que tentou me ajudar, mas até então não tinha tido uma resposta oficial do ministério.”

Para se cercar de todas as garantias, ela resolveu procurar também o Ministério Público Federal em Novo Hamburgo.

“A paralisia cerebral em nada afeta a inteligência desse garoto. Ele simplesmente depende de um computador para se expressar. O computador serve como teclado e papel para ele”, disse ao G1 o procurador da República Júlio Carlos Schwonke de Castro Júnior. Segundo ele, como o Inep se mantinha irredutível na autorização do computador, uma ação civil foi ajuizada na segunda-feira (9).

Confirmação oficial

Apesar de toda a mobilização, Eunice estava ainda na expectativa se o filho conseguiria fazer a prova daqui a cerca de três semanas. A confirmação oficial de que poderia usar o computador só veio na quinta-feira (12) por volta das 21h para, num telefonema de Brasília.

Cerca de uma hora antes o G1 havia conversado com ela e, em seguida, entrado em contato com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que aplica a prova. “Num primeiro momento, quando atendi ao telefone [do Inep], fiquei extasiada. Pensei: ‘Será que é verdade?’. Foi tanta luta que demorei a acreditar”, diz Eunice, emocionada.

Segundo o Inep, a decisão de liberar o computador estava tomada há quase um mês, mas o instituto não soube explicar a demora para avisar a família do garoto. Guilherme fará a prova numa data posterior a dos outros candidatos, que realizarão o exame nos dias 5 e 6 de dezembro.

Ele deverá fazer o Enem nos mesmos dias em que os candidatos presidiários o farão, provavelmente nos dias 21 e 22 de dezembro. Da mesma maneira que o exame é levado até os presídios, o Inep estuda aplicar a prova para Guilherme na casa dele.

Assim como as outras pessoas portadoras de necessidades especiais, o estudante também terá uma hora a mais para fazer a prova. “Acho que o ideal seria ter duas horas extras, porque o ritmo de digitação dele é um pouco lento, mas já estou tão feliz que não posso reclamar”, diz a mãe.

Olho quase vivo

13 de Novembro de 2009 @ 21:31 por Andrei Bastos

Olho quase vivo A - Olho quase vivo A
Olho quase vivo (Foto de Marcus Veras)

Coluna do Milton

13 de Novembro de 2009 @ 21:14 por Andrei Bastos

comentários para miltoncoelho@dm.com.br

QUEM NUNCA FALOU A VERDADE MERECE CRÉDITO AOS 73 ANOS?

Milton Coelho da Graça

O hoje ministro Edson Lobão começou sua carreira como jornalista numa revista bem safadinha, Maquis, criada por Amaral Neto e seu “Clube da Lanterna”, para falar mal do presidente Getúlio Vargas e sem o menor compromisso com a ética jornalística. Já sob a “proteção” de José Sarney, passou por várias outras redações e chegou a ser chefe de jornalismo da Rede Globo em Brasília.

Mas, desde 1962, começou também a ter cargos de confiança no serviço público, graças a Sarney. Em 1964, mostrou-se totalmente a favor do golpe militar. Graças a isso, entre 1964 e 1968 foi assessor político do governo do Distrito Federal e, entre 1969 (já depois do AI-5) e 1974, assessor do Ministério do Interior.

Daí decolou para o Congresso Nacional, elegendo-se deputado federal por três mandatos, o primeiro pela ARENA (partido criado pelos militares), depois pelo PDS e, finalmente, pelo PFL, sempre seguindo a orientação de José Sarney, presidente da República a partir de 1985.

Em 1986, pulou da Câmara para o Senado, mas, no meio do mandato, foi eleito (após perder no primeiro turno) e assumiu como governador do Maranhão em 1991. Estava de volta ao Senado desde 1996, quando o presidente Lula o convidou para o Ministério em janeiro de 2008.

Nada retrata melhor as relações entre o ministro Lobão e o ex-presidente José Sarney do que este trecho de notícia publicada pela Folha de São Paulo:

“O namorado da neta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é funcionário do Ministério de Minas e Energia. Estudante de direito, Luiz Gustavo Amorim namora Rafaela Sarney, filha adotiva da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Há quatro anos a pasta é dominada por Sarney. (,,,) O senador Edison Lobão (PMDB-MA) assumiu o ministério. Foi ele quem empregou Gustavo, nomeado em fevereiro de 2008.”

Se v. tiver o saco de ler os discursos do ministro Edson Lobão na Câmara e no Senado, poderá verificar que ele jamais disse qualquer palavra em favor da restauração democrática nem contra qualquer uma das muitas violências cometidas pelos governos da ditadura militar. Não há registro de que o ministro Edson Lobão tenha tido um compromisso com a verdade.

Você acredita nas explicações que ele está dando sobre o apagão?

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“Dêem-me um grão de verdade e eu o misturarei com uma quantidade tão grande de falsidade que nenhum químico conseguirá a qualquer tempo separá-las.”

John Wilkes (1727-1797), parlamentar inglês reformista.

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PARECE MENTIRA: VIETNÃ AVANÇA MAIS DO QUE NÓS

30 de abril de 1975. Guerrilheiros vietcongs e tropas do Vietnã do Norte ocupam Saigon (hoje Ho-Chi-Minh), dando fim a 19 anos de guerra pela independência do país. Só nos 14 anos de envolvimento direto dos Estados Unidos no conflito, um milhão de vietnamitas e 55 mil americanos haviam morrido. Todo o território do país estava devastado por bombas e napalm (gelatina incendiária), a produção quase totalmente desorganizada, a maioria das pontes e estradas havia deixado de existir.

34 anos depois, o Vietnã é um dos países que mais resistem à crise econômico-financeira global, lá realmente foi marolinha. Seu Produto Interno Bruto deve crescer pouco mais de 6% este ano (o nosso, na melhor hipótese deverá ficar por volta de 0,5%), depois de 8,16% no ano passado (o nosso foi de 5,1%, segundo o IBGE). O crescimento do PIB per capita entre 1975 e 2001 no Vietnã foi, em média, de 4,9%, no Brasil de 0,8%. Entre 1990 e 2001, aqui chegou a 1,4%, no Vietnã 6%. Se essa diferença de mantiver, aí por volta de 2035 o vietnamita médio terá uma vida melhor do que o brasileiro médio.

A economia vietnamita vem nos últimos 12 a 15 anos em ritmo superior ao do Brasil, inclusive nos sete anos do governo Lula. Pior: como explicar que a mortalidade infantil desse país - “ressuscitado” após uma destruição que nunca em nossa história sofremos - seja de 20 crianças em cada mil, enquanto a nossa taxa – num país pelo menos quatro vezes mais rico – seja 23? E como eles conseguiram atingir uma taxa de analfabetismo menor (7% contra10% nossos)? Para nossa vergonha ainda maior, eles usam parcialmente um método de alfabetização desenvolvido por um brasileiro, Paulo Freire.

Analfabetismo é uma de nossas vergonhas não apenas em relação ao Vietrnã.Pelas contas da CIA e da ONU, estamos muito atrás da Argentina, Cuba, Chile, Costa Rica, Venezuela, Guatemala, e Nicarágua – isto para só falar de América Latina. Até a China, que há 30 anos tinha um bilhão mais de analfabetos do que nós, já nos superou no ranking mundial.

Outros números comparativos importantes também nos colocam em desvantagem – desemprego entre jovens e, incrível, igualdade de oportunidades entre os dois sexos. Esta é para envergonhar nossos partidos e também nossos eleitores: os vietnamitas elegem mais mulheres para a Câmara dos Deputados do que nós, teimosos machistas: aqui elas são apenas 8.8% entre Suas Excelências, lá são 27,3%, proporcionalmente mais do que o triplo!

O escândalo da fome

13 de Novembro de 2009 @ 10:14 por Andrei Bastos

1 em cada 6 pessoas do mundo passam fome todos os dias. Com a crise econômica global a situação só se agravou

Em poucos dias governantes irão se encontrar na Cúpula sobre Alimentação em Roma. Porém, a França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Japão estão voltando atrás nos USD$20 bilhões prometidos no começo do ano para combate à fome.

Milhões de vidas dependem deste financiamento, por isto não podemos deixar eles esquecerem a sua promessa. Assine a petição abaixo, ela será divulgada em uma ação espetacular no Coliseu em Roma na véspera da Cúpula:

Clique aqui e assine a petição.